NEGÓCIO (VERDE) ESCUROÉ um “mundo cão” este nosso futebol.
Quem está por fora tem uma grande dificuldade em entender as “negociatas” esconsas de que se vai ouvindo falar.
Eu, pobre de mim, só sei fazer algumas perguntas. E gostava muito de obter as respostas.
Como é que José Veiga, a quem há poucos dias penhoraram até os “tarecos” de casa, tira da cartola 500 mil euros para dar como caução?
Será fácil a qualquer empresa cotada na Bolsa, depositar uma avultada verba no exterior, que de um momento para o outro desaparece?
Porque é que os dirigentes do Sporting da época se ufanaram por contratar um grande jogador a “custo zero”?
Se os 3,3 milhões de euros foram mesmo um “Prémio de Contrato”, não era lógicos serem pagos ao João Pinto?
Porquê serem depositados em Inglaterra, se o jogador nunca lá residiu?
Porque é que João Pinto, tão zeloso ao ponto de há uns anos penhorar o autocarro do Benfica, nunca reclamou esta dívida?
E um “saco azul” de 3,3 milhões, não dá muito jeito para “contractos paralelos”, férias no Brasil e “fruta” para árbitros?
Eu há uns anos, numa eleição para a Associação de Futebol de Lisboa, ouvi alguém passar um tristíssimo Atestado de Idoneidade a um dirigente do Sporting, afirmando:
-É muito sério. Até é casado com a filha de um dos homens mais ricos do Algarve.
Crónicas do Planalto
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