Quarta-feira, Dezembro 28, 2005

Eu não disse que a estupidez é o mal de todos nós?

A prova aí está, na mensagem de Natal do nosso primeiro-ministro. Ele apela à nossa compreensão porque sabe que temos pouca. Somos todos estúpidos e não compreendemos nada. Nem sequer uma coisa tão simples como a falência do estado social conseguimos compreender. Temos que ser compreensivos e solidários com a globalização da miséria. Porque havemos de querer ter melhores condições de vida que a grande maioria da população mundial? A pobreza quando nasce é para todos (quase todos!), e é preciso em primeiro lugar começar a nivelar em nossa casa. Apela para que continuemos a apertar o cinto, garantindo assim a sobrevivência daqueles que pouparam para a reforma, mas cujo dinheiro desapareceu, "sem que ninguém o tenha roubado". Pede para aumentarmos a produtividade para dar mais emprego aos jovens. Espera aí, aumentar a produtividade não é produzir com menos gente? Eu não digo que compreendemos mal as coisas? Pede aos desempregados que tenham mais paciência e esperem por melhores dias. Coitados, que remédio têm senão ser compreensivos! Pede aos desamparados para se ampararem mutuamente, existe tanto espaço ao ar livre e tantas pontes desocupadas. Etc., etc., enfim, que sejamos mais compreensivos. Perceberam ou é preciso fazer um boneco? Eu percebi muito bem! Ele pode contar com a minha compreensão.

VIVA O NOSSO PRIMEIRO!
VIVA A FALÊNCIA!
VIVAM OS GOVERNOS FANTOCHES!
VIVA A PSEUDOCRACIA!

Segunda-feira, Dezembro 26, 2005

HIHOM,HIHOM,HIHOM

Quando se derrapa para a burrice, é muito difícil parar. É o caso do parvo do Ribeiro e Castro.

Depois de ter dito que “o terrorismo é filho da esquerda”, volta agora com outra “alarvidade”, “a miséria da África deve-se aos governos de esquerda que tem tido”.

Tem toda a razão sua excelência. A Africa tem estado infestada de governos de esquerda: não eram Idi Amin, Bokassa, Mobutu, e quejandos, notórios homens de esquerda?Nunca é tarde para actualizar conhecimentos! O que seria de nós, sem a clarividência histórica da direita, e principalmente deste brilhante líder?

Sábado, Dezembro 24, 2005

BOAS FESTAS!

BOAS FESTAS!













Então "interrompamos as hostilidades" que o tempo é de paz.
A quadra merece!
Bom! Não sei se "a quadra" merece, mas a humanidade e o Mundo merecem e necessitam, de certeza.
Portanto, deixemo-nos "ir na onda", no que a onda tem de bom!
Façam o favor de ser felizes, porque a felicidade nunca fez mal a ninguém!
Boas Festas para TODOS!
Que o Novo Ano nos permita ter uma sociedade melhor, um Mundo sem guerras!
Que permita recuperar a nossa esperança e a confiança, de cada um, no Mundo e na vida!

PAZ NA TERRA AOS HOMENS DE BOA VONTADE!

Sexta-feira, Dezembro 23, 2005

E o prémio do BES foi para...

... a Universidade do Minho.

Aí se pode ler:

O outro trabalho premiado foi o projecto de “Tratamento anaeróbio de efluentes complexos contendo gorduras” (Tratamento de gorduras residuais para serem transformadas em energia) desenvolvido pelo Departamento de Engenharia Biológica. Este trabalho venceu na área das "Energias renováveis", com um projecto que consiste na produção de biogás a partir do tratamento de efluentes com elevado teor de energia sem recurso a oxigénio. Este biogás é uma fonte de energia renovável que pode ser injectada nas redes de gás natural ou como combustível automóvel.

Realmente, um projectozinho de biogás (produção de energia a partir da merda) para tirar uns poucos metros cúbicos de gás para aquecer o tacho é muito mais inovador que uma central eléctrica de 20 MW (com possibilidade de expansão modular) a funcionar a água pelo princípio de osmose a pressão retardada (PRO). Pode dizer-se que ganhou um projecto de merda!

VIVA A MERDA!
BARDAMERDA PARA A MERDA E PARA O BES!

Quinta-feira, Dezembro 22, 2005

Prémio Inovação BES

O BES (Banco Espírito Santo) lançou um concurso de inovação com um prémio pecuniário atractivo destinado a premiar projectos inovadores em várias áreas.

Também concorri mas não ganhei. Propunha-me construir uma central de energia salina de 20 MW, projecto ultra-inovador que extrai energia da água!!!! Lembro, a quem não souber, que sou engenheiro electrotécnico, com "Weiterbildung" em Gestão de Energia. Mas não tive a sorte de ganhar. Nem o BES me comunicou quais os projectos vencedores. Ando a investigar na Internet para saber. Já encontrei IST, Universidade do Minho e quejandos. Sempre a mesma corja de incompetentes. Ajudem-me. Tirem-me deste filme.

Quarta-feira, Dezembro 21, 2005

O terrorista...

Terrorismo nasceu na esquerda
O líder do CDS-PP, Ribeiro e Castro, mantém a tese de que a origem do terrorismo está na esquerda que criou um monstro e depois deixou-o à solta.O responsável disse estas palavras pela primeira vez no passado domingo durante o congresso da Juventude Popular. José Sócrates confrontou o líder da bancada parlamentar do CDS-PP com esta afirmação, na altura Nuno Melo nada respondeu, mas esta quarta-feira Ribeiro e Castro insistiu na mesma teoria. «O terrorismo contemporâneo tem origens numa deriva totalitária, extremista de pensamento que é de esquerda, portanto, no consenso contra o terrorismo isso também tem que estar presente e é preciso a separação clara relativamente a esses factores», disse. «É como quem cria um monstro e depois o monstro fica entregue a si próprio», insistiu. Ribeiro e Castro referiu ainda que os únicos regimes totalitários que existem no mundo são todos de esquerda. o ribeiro

Fui à Biblioteca Nacional e decidi-me a investigar tão notória afirmação do sr Ribeiro.Tem razão sim senhor, a origem está na esquerda e vem do tempo do Robin Hood que era de esquerda revolucionária , alem de ser ladrão. E foi o sacana do Sheriff de Nottingham que era de direita ( por acaso um grande fdp) que teve culpa que tão grande mal se propagar pela humanidade. Agora, o sr Ribeiro e seu pupilo o Pagem Melo podiam lembrar-se de outros terroristas de direita chamados de ditadores... É preciso enumerar ? Este partido ainda passa a movimento...

por hammer

Um Conto de Natal


Em 18 de Dezembro de 2003 casaram em Luanda, Welwitschea José dos Santos(Tchizé), filha do Presidente de Angola José Eduardo dos Santos, e o engenheiro agrónomo português Hugo Nobre Pêgo.

À grandiosa cerimónia, que se prolongou por vários dias, assistiram mais de mil convidados, muitos deles, vindos dos quatro cantos do mundo. Portugal esteve representado pelo 1ºministro Durão Barroso, Cinha Jardim, Augustus, padrinho de baptismo da noiva e autor do vestido que esta usou na cerimónia civil, o arquitecto Júlio Quaresma e Helga Barroso. Também os EUA, entre muitos outros países, se fizeram representar.

A noiva estava líndissima com um vestido Augustus em seda selvagem, de modelo justo, com cauda. Na cabeça levou um véu de renda preso com uma coroa de diamantes angolanos. Hugo elegeu um fato Christian Dior.

"Chorei mas não senti vergonha nem me importei pelo facto de ter ficado com a maquilhagem toda estragada. Para mim foi muito mais importante o sentimento do que a aparência", disse Tchizé. "Foi amor à primeira vista numa quente noite de Lisboa, há cerca de ano e meio. Tinha-lhe dito que trabalhava como mulher a dias em casa de um funcionário público e só há cerca de um mês é que ele soube que eu não trabalhava a dias". Tchizé deu uma gargalhada e acrescentou, "quando ele soube até ficou branco, mas mesmo assim não desistiu".

Os populares, na sua maioria sem uma ou duas pernas, aglomeravam-se agarrados às grades que rodeiam os jardins do Palácio Presidencial. Os funcionários atiravam-lhes de quando em vez uma ou outra perna de frango que a multidão acolhia em júbilo no meio de um grande reboliço."Toda a vida vi as pessoas chorarem de emoção, de alegria, e perguntava-me se isso iria acontecer-me um dia. Curiosamente, aconteceu-me hoje", confidenciou ainda emocionada, Tchizé.
Dias mais tarde os noivos partiram em lua-de-mel para as Caraíbas.

O 1ºministro de Portugal e restante comitiva portuguesa regressaram a Portugal no dia seguinte, orgulhosos de terem representado o país ao mais alto nível entre tantos dignitários estrangeiros.

Terça-feira, Dezembro 20, 2005

Uma Dívida De Gratidão!

Uma Dívida De Gratidão!
Por imperativo de imparcialidade (e não só) aqui fica a transcrição dum post, obtido via "A Correspondência de Fradique Mendes"
...
O Luis Grave dá hoje notícia duma "imensa gratidão".
A não perder:
"Naqueles longínquos anos 80 o Prof. Aníbal Cavaco Silva era docente na Universidade Nova de Lisboa.
Mas o prestígio académico e político que entretanto granjeara (recorde-se que havia já sido ministro das Finanças do 1º Governo da A.D.) cedo levaram a que fosse igualmente convidado para dar aulas na Universidade Católica.
Ora, embora esta acumulação de funções, muito certamente, nunca lhe tivesse suscitado dúvidas ou, sequer, provocado quaisquer enganos, o que é facto é que, pelos vistos, ela se revelou excessivamente onerosa para o Prof. Cavaco Silva.
Como é natural, as faltas às aulas – obviamente às aulas da Universidade Nova – começaram a suceder-se a um ritmo cada vez mais intolerável para os órgãos directivos da Universidade.
A tal ponto que não restou outra alternativa ao Reitor da Universidade Nova, na ocasião o Prof. Alfredo de Sousa, que não instaurar ao Prof. Aníbal Cavaco Silva um processo disciplinar conducente ao seu despedimento por acumulação de faltas injustificadas.
Instruído o processo disciplinar na Universidade Nova, foi o mesmo devidamente encaminhado para o Ministério da Educação a quem, como é bom de ver, competia uma decisão definitiva sobre o assunto.
Na ocasião era ministro da Educação o Prof. João de Deus Pinheiro.
O facto é que o processo disciplinar instaurado ao Prof. Aníbal Cavaco Silva, e que conduziria, provavelmente, ao seu despedimento do cargo de docente da Universidade Nova, foi andando aos tropeções, de serviço em serviço e de corredor em corredor, pelos confins do Ministério da Educação. Até que, ninguém sabe bem como nem porquê... desapareceu sem deixar rasto... E até ao dia de hoje nunca mais apareceu.
Dos intervenientes desta história, com um final comprovadamente tão feliz, sabe-se que entretanto o Prof. Cavaco Silva foi nomeado Primeiro-ministro.
E sabe-se também que o Prof. João de Deus Pinheiro veio mais tarde a ser nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros de um dos Governos do Prof. Cavaco Silva, sem que tivesse constituído impedimento a tal nomeação o seu anterior desempenho, tido geralmente como medíocre, à frente do Ministério da Educação.
Do mesmo modo, o seu desempenho como ministro dos Negócios Estrangeiros, pejado de erros e sucessivas “gaffes”, a tal ponto de ser ultrapassado em competência e protagonismo por um dos seus jovens secretários de Estado, de nome José Manuel Durão Barroso, não constituiu impedimento para que o Primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva viesse mais tarde a guindar João de Deus Pinheiro para o cargo de Comissário Europeu.
De qualquer modo, e como é bom de ver, também não foi o desempenho do Prof. João de Deus Pinheiro como Comissário Europeu, sempre pejado de incidentes e críticas, e de quem se dizia que andava por Bruxelas a jogar golfe e pouco mais, que impediu, mais tarde, o Primeiro-ministro Cavaco Silva de o reconduzir no cargo.
A amizade é, de facto, uma coisa muito bonita...”
....
Comentário: vulgarmente, a isto chama-se "compadrio e tráfico de influências"... Gratidão é outra coisa...
Publicado também em Sociocracia

Segunda-feira, Dezembro 19, 2005

Porque não apoio Cavaco nem Soares

Porque a diferença é como a que existe entre o xixi e a urina. Aliás, a mesma diferença gritante que existe entre o PSD e o PS. Porque, se eu fosse um "tio", isto é, um desses gajos que se quer safar na vida não importa como, sem escrúpulos nem piedade, claro que estaria ou no PS ou no PSD. São os partidos que se revezam, e onde há alguma chance de esmifrar o Zé Povinho, d'a gente se safar no meio desta pobreza franciscana.
Depois aparece um Jerónimo que vem com aquelas conversas da classe operária a que ninguém quer pertencer, e aparece também um Xico a defender os gays, o aborto livre e o caraças. Não me resta outra alternativa senão o Alegre que se candidatou contra a vontade do PS, que defende a Pátria, que é contra a corrupção e o compadrio, que é pela Liberdade (não pela libertinagem!) e que me dá garantias de, pela palavra (no início era o Verbo), meter essa corja de oportunistas na ordem, usando também da possibilidade, se a tanto o obrigar o engenho e arte desses mafiosos, de demitir o primeiro ministro e/ou dissolver o parlamento.
Eu voto Manuel Alegre.

MEMÓRIA CURTA?
Ribeiro e Castro perdeu a “tramontana”. Como não se conseguiu impor ao partido com a inicial tendência democrata-cristã, começa agora a deriva para a direita, que pode perfeitamente ir desembocar na família política de onde ele é originário; os fascistas.
Nós não temos memória curta, esperamos é que ele também não tenha.
Quando vem com a suprema idiotice de atribuir o terrorismo à esquerda, temos a obrigação de o lembrar, que terrorista, era o regime que ele serviu e do qual se serviu. E não a esquerda que eles matavam e torturavam.
Esta facilidade que faz com que certos “papagaios” se tivessem deitado “Fervorosos Salazaristas”, e acordado “Grandes Democratas”, tem destas coisas…
Haja, por favor, um pouco de decência e vergonha.

Expressão Eleitoral???

Expressão Eleitoral???

Acerca deste post, do Pedro, e respectivos comentários:
...
Concordo com Albizzia. Se o critério fosse seriedade não teríamos candidatos.
Podemos discutir isso, caso a caso, se for necessário... ou deixar a avaliação à consideração da população...
Portanto, quanto a esse requisito, estão todos em pé de igualdade...
Isto é tudo uma palhaçada, não agrava nem desagrava com a participação, nos debates, desses referidos pelo Pedro.
Outra questão, bem diferente, é a formalização da candidatura, que, essa sim, deve ser condição para participar nos debates...
Mas, o que me parece mais interessante nesta discussão é mesmo a "expressão eleitoral" de cada candidato.
Que grande treta, Pedro!
Expressão eleitoral?
Sem dúvida!
Desde que todos e cada um assumam, com seriedade, a sua verdadeira "expressão eleitoral". Não se esqueça de que existem mais de 45% dos eleitores que não se revêem nestes candidatos...
Está claro que os "candidatos do sistema", e o sistema, têm todo o interesse em avaliar, à priori, a expressão eleitoral dos outros que não podem tê-la porque são desconhecidos, sem se preocuparem com o repúdio de que são alvo, por parte dos eleitores, que se manifesta através da sua, reduzida e decrescente, "expressão eleitoral"...
O restante "trabalho" de legitimação dos desmandos duns quantos patifes com representatividades diminutas é feito pela vigarice do próprio sistema eleitoral.
O que me preocupa, no meio disto tudo, é que não é possivel resolver os problemas do país sem a população do país e, de entre ela, sem os seus elementos mais válidos e íntegros, que estão totalmente excluídos do actual panorama político.
Por isso tenho dito e repito: é necessário e imperioso valorar a abstenção, com todas as consequências.
Não se pode ter esperança na melhoria da "qualidade" da classe política, enquanto se mantiver um sistema eleitoral, vigarista e nazi, que necessita de excluir, do mapa dos cidadãos com direitos, tão elevadas percentagens de eleitores, para se "legitimar".
É apenas uma, simples, questão de introduzir, nos critérios, a isenção e objectividade necessários, com correspondência nos sentimentos da população.
A política tem de deixar de ser o domínio de "extra-terrestres" com legitimidade para validarem os seus próprios critérios, absurdos!
...

Sábado, Dezembro 17, 2005

Galeria(s) de Horrores!

Galeria(s) de Horrores!
As notícias:

Uma bebé de um mês e meio de idade, vítima de maus tratos, melhorou, nas últimas horas, e foi-lhe retirada a ventilação…

Jeni Canha revelou que lhe foram detectadas hemorragias intracranianas e na retina de um dos olhos, provocadas por "maus tratos severos". As "lesões extremamente graves", segundo a médica, "deixarão sequelas, designadamente neurológicas, sensoriais e outras".
"Maus tratos severos" desde que nasceu.
"Este é um caso extremamente chocante", referiu, lembrando que a menina tem 3,6 quilos de peso e apenas um mês e três semanas de idade
A pediatra aludiu ainda à existência de "equimoses antigas na face". Foi também identificada na criança "uma anemia aguda, por perda sanguínea".
Jeni Canha admitiu que a vítima "foi sujeita a maus tratos severos" no seio da família "pelo menos desde que foi para casa", após o nascimento.
Entretanto, o Hospital de São Teotónio, em Viseu, revelou hoje que pediu há cerca de um mês à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da cidade para apoiar e acompanhar a bebé vítima de maus-tratos internada desde sexta-feira da semana passada, em Coimbra.

Comentário:
O termo “galeria de horrores” foi publicitado na comunicação social, como tendo sido usado pelo então bastonário da O.A., em relação à situação da justiça e suas vítimas.
Por maioria de razão se pode e deve usar aqui.
De facto, os estes casos dramáticos sucedem-se, sendo cada vez mais graves.
Neste caso trata-se duma recém-nascida, que já tinha sido levada, noutras ocasiões, ao Hospital, sendo, SEMPRE, devolvida aos maus tratos. Até estava a ser acompanhada… (por cúmplices dos maus tratos)
O agravamento contínuo, destes casos, revoltantes, é, um pouco, o espelho da situação real do País, em todos os campos, SEM QUE OS GOVERNANTES FAÇAM ALGUMA COISA; façam o que devem, o que lhes compete, para acabar com as nossas calamidades “institucionais”…

A reacção do Ministro

O ministro da Solidariedade Social, Vieira da Silva, considerou "lamentável e chocante" o caso da bebé, mas disse também ser prematuro responsabilizar os técnicos da Comissão Protecção de Crianças e Jovens em risco de Viseu

Comentário:
De facto, Sr. Ministro, não são só as Comissões de Protecção de Menores que devem ser responsabilizadas…
Devem ser responsabilizados, também, ou sobretudo e principalmente, quem as nomeia; ou seja: quem governa e, no mínimo, consente tudo isto...
Que raio de gente é esta?

Os comentadores:
Perante as referências de deficiência mental e violência feitas aos pais da bebé vítima de maus-tratos, o psiquiatra Manuel Guerreiro considera incompreensível a actuação institucional neste caso e lança um alerta ao funcionamento das comissões de protecção de menores .

Comentário:
Deve ser outro a achar que, se “isto” está mal, a culpa não é dos protagonistas…
Eles são protagonistas só mesmo para isso: para serem protagonistas; não para cumprirem com as suas obrigações, nem para serem responsabilizados pelas suas falhas, por mais graves que sejam; tão pouco para fazerem seja o que for.

Veja-se o caso da pequena Joana: a criança desapareceu, da Aldeia da Figueira, no Algarve.
A P.J. (investigação), de conluio com a justiça (Tribunais), montou uma cabala monstruosa para acusar, sem provas, os familiares, de assassinato. Condenaram-se os familiares pelo assassinato, apesar de estarem inocentes… Mas a criança continua desaparecida.
E não há uma, sequer, “comissão de protecção de menores” que exija saber o que de facto aconteceu (ou ainda está a acontecer) à criança…
É no que dá quando se juntam, e se conluiam, duas galerias de horrores: a Justiça e a “protecção” de menores.

Os "poderes" do Presidente!

Os "poderes" do Presidente!
Comentário que deixei em "O Eleito", acerca do "papel" do Presidente, a propósito de debates eleitorais e das "funçõeS" presidenciais"
...
Tenho dito, várias vezes (e mantenho) que sei como resolver os nossos piores problemas, em pouco tempo.
Não é novidade: basta pôr as instituições a funcionar, dar resposta adequada aos problemas concretos, NO TERRENO... ter um pouco de imaginação, de clarividência e de firmeza para implementar, duma só vez, um conjunto de medidas que façam inverter a situação que vivemos de forma irreversível...
E, mesmo respeitando os limites dos "poderes presidenciais", se alguém me perguntasse qual o cargo mais adequado para "alavancar" todas essas transformações, eu responderia, sem hesitar: "o do Presidente".
Porque é o cargo mais abrangente e mais influente e porque as medidas necessárias têm de "ser abrangentes"... para além de ser necessário garantir uma "postura de sentido de estado", de forma a acabar com os problemas salvaguardando as pessoas; não existe país sem povo... Isso só se pode fazer a partir da presidência...
Com o "nosso" panorama político, todas essas coisas, simples, que poderiam mudar, de vez, a nossa vida, são apenas MIRAGENS!
Basta olhar para a cara dos candidatos e escutar os absurdos que dizem para o perceber...
...
Publicado também em Sociocracia

Sexta-feira, Dezembro 16, 2005

Fim da corrupção?

Fim da corrupção?
Ena, pá! E se este gajo resolve acabar mesmo com a corrupção? Estou feito ao bife! Ai dos meus negócios que vão todos por água abaixo! Temos que fazê-lo parar, já! Eu até gosto do polvo que come a democracia! Os candidatos de esquerda devem unir-se em torno do Mário Soares. Se Mário não ganhar, ganha o Cavaco que ainda é melhor para a malta, pá! Vá lá, pá! Desistam, pá! Ó Jerónimo, ó Xiquinho, ó Manel! Desistam lá, pá! É o Coelho que vos pede, pá!

VIVA O MÁRIO!
MÁRIO É FIXE!
BARDAMERDA PARA O POLVO!

Quinta-feira, Dezembro 15, 2005

Peixeiradas Vergonhosas!

Peixeiradas Vergonhosas!
Se eu fizesse uma escala dos piores políticos da nossa praça, os menos dignos, os mais repugnantes, poria, em primeiríssimo lugar; Mário Soares;
A seguir colocaria, a par, José Sócrates e Jorge Sampaio (apenas porque Sampaio está no fim do seu mandato; já vai tarde!);
Em terceiro lugar, colocaria Cavaco Silva e a respectiva trupe;
E só depois colocaria Santana Lopes e afins… seguido de todos os outros.

O que não há dúvida é que isto é tudo gente nojenta!
Na generalidade, eles respondem aos problemas concretos, da sociedade e dos cidadãos, da mesma maneira que Maria Antonieta (a tal que “perdeu a cabeça”) respondia quando lhe diziam que os franceses não tinham pão. Dizia ela: “se não têm pão, comam “croissants””…
Não resisto a referir aqui, como exemplo, aquela afirmação, absurda, se Sampaio, acerca do PGR, dizendo que, se a justiça funciona mal, não é devido aos protagonistas(??????)
É assim que eu vejo, também, as tiradas absurdas de Mário Soares, em todos os debates onde tem participado, nomeadamente no último (que eu vi em segunda mão), com Manuel Alegre.
É, de facto, Mário Soares igual a si próprio; tão demagogo e despudorado como sempre. Um verdadeiro “artista” da falta de dignidade (própria e colectiva)…
Na generalidade, eles falam dos problemas como se fossem marcianos, como se tivessem acabado de aterrar, vindos doutro planeta, sabendo nada acerca da realidade daqui...
Mas o cúmulo das tiradas absurdas, intelectualmente perversas, primárias, pertence (como é inevitável) a Mário Soares, como se pode ver aqui, tendo sido referenciado aqui.

Primeiro o cinismo, a hipocrisia. Soares disse:
“Nestas eleições presidenciais, gostaria muito que a renovação se fizesse pela geração de políticos que hoje tem 50 anos, mas isso não foi possível",
A seguir o primarismo abjecto, pérfido e odioso:
“Infelizmente, não temos maneira de fazer políticos em barro, como nas Caldas se fazem..."
Não tenhamos dúvida! Mário Soares é o refugo dos políticos "feitos nas Caldas". Só assim se compreende que, relembrando as suas origens, desse uma resposta destas...

Não adianta questionar, porque há pessoas cuja lógica é uma batata; mas sempre gostaria de saber o que dizem a isto os “aprendizes de feiticeiros” que costumam achincalhar o facto de nos referirmos aos políticos e outros responsáveis como “ELES”, em oposição a “NÓS”, os cidadãos.
Como vêem, para esta escumalha, os políticos têm de ser fabricados, como nas Caldas; os cidadãos não servem…
Ou seja: “Eles” são “eles” e “nós” somos “nós”, não há confusão possível, nem misturas, nem nada…
Como estas coisas são, SEMPRE, recíprocas, compreende-se melhor, assim, porque é que os políticos são tão desprezados pelos cidadãos. Bem o merecem!

Como todos vocês sabem, eu defendo que os nossos problemas não se resolvem porque não são colocadas as pessoas certas nos lugares certos. Existem as soluções e também existem as pessoas adequadas para as "implementar". Pessoas que os "políticos" profissionais destroem, sem dó nem piedade, como forma de conservarem a "exclusividade".
Os nossos problemas não se resolvem porque “Eles”, como políticos profissionais, pertencentes a outra "dimensão", acham que nada têm a ver com isso e porque ignoram e desprezam os cidadãos e as suas opiniões.
Mas, sobretudo, os nossos problemas não se resolvem porque não é possível “arrumar” uma casa sem remover o lixo. E, no nosso caso, está tudo entulhado de lixo; os cargos políticos e os outros. Por isso não “aparecem” as pessoas adequadas para cada cargo e função.

Mário Soares faz parte do lixo e pretende nos impor, como única escolha possível, o lixo… Os cidadãos não são opção… por isso ele tanto "valoriza" a experiência no desempenho de cargos políticos e governatios. Pode limpar-se à experiência, porque, para nós, tem sido uma experiência traumatizante...
É essa mesma: a nossa experiência, deplorável, do quão maus todos eles são, que me inibe de votar, tal como acontece a mais de 45% dos cidadãos eleitores...
Publicado também em "O Eleito".
Publicado também em "Sociocracia"

Segunda-feira, Dezembro 12, 2005

COBARDIA
Foram nojentas as imagens daquele "porco fascista" a agredir Mário Soares.

Não concordo com a Comunicação Social, quando "noticia", « um ex-combatente».
Conheço muitos ex-combatentes, e nenhum tem nada a ver com este troglodita asqueroso.
Foi gente desta que oprimiu de tal maneira os povos das ex-colónias, de modo a dar a descolonização que deu.

Domingo, Dezembro 11, 2005

Coisas Que Eu Não Compreendo…

Coisas Que Eu Não Compreendo
Não consigo compreender a “objectividade” dos mercados financeiros. E, talvez à semelhança de todos os outros seres humanos, acho que “a culpa” é dos mercados financeiros; acho que isso se deve ao facto de se tratar de circuitos especulativos, onde não há objectividade…
Mas hoje decidi desabafar estas minhas angústias.
Para perceber melhor qual a “minha culpa” fui consultar as cotações do PSI20.
Constatei que mais de metade das acções incluídas no índice têm cotações inferiores a 5 euros. Há até casos, como o das acções da Pararede cuja cotação é de 0,29€ (Vinte e nove cêntimos), menos de 60 escudos
Seguem-se as acções da Corticeira Amorim, a valer 1,48€, depois vem a Sonae SGPS (1,51€), seguida do BCP R (2,09€) e da EDP Energias (2,54€). Há ainda 4 outros títulos com cotações na casa dos 3 euros e mais dois títulos com cotação na casa dos 4 euros, perfazendo um total de 11 títulos com valor inferior a 5 euros…
Mas eu pensava que todas as acções tinham o valor nominal de 5 euros (mil escudos na moeda antiga)…
No entanto, o PSI20 “admite” cotações que são, apenas, 5% do respectivo valor nominal (Pararede). E ainda, como no caso da EDP, BCP e da Sonae, cotações que são, em média, cerca de 50% do valor nominal. Porém, incluem-se, neste “lote”, algumas das “nossas” maiores empresas… de gente muito rica e com grandes lucros, com “administradores” pagos “a peso d’ouro”. Há qualquer coisa, aqui, que eu não entendo…
Eu explico os porquês desta prosa:
No reinado de D. Cavaco, nos tempos áureos da especulação bolsista, uma pessoa que me estava próxima insistiu comigo para que “investisse”, na Bolsa. Dizia que, na sua família, várias pessoas tinham ganho muito dinheiro com isso... Apesar do meu cepticismo (não gosto de me meter em coisas de que não percebo e, se calhar, nem quero perceber) tanta foi a insistência que acabei por pegar nuns míseros tostões (cerca de 60 contos) e ir comprar umas acções. O bancário que me atendeu disse-me que só havia, para venda, acções duma dada empresa (que julgo já nem tem cotação na Bolsa) e lá dei a ordem. Foi quanto dinheiro perdi!
Cerca de 2 ou 3 semanas depois, D. Cavaco veio à televisão, fazer o favor (o frete) aos especuladores e dizer que as cotações eram especulativas.
A partir daí, todas as cotações desceram e, no caso das acções que eu tinha comprado, transformaram cada dez acções em uma, com uma desvalorização brutal. Acabei por vendê-las por menos de um décimo do valor que paguei.
Grande negócio que foi, para os especuladores, a conversa de D. Cavaco.
E assim se apropriaram das parcas economias de muitos pequenos investidores que ficaram esclarecidos, até hoje, acerca da idoneidade e fiabilidade dos “mercados financeiros”.
A situação da EDP, cuja recuperação económica acompanhei de perto, cujas acções foram todas vendidas acima do valor facial, é outro caso paradigmático, desta questão…
Também aí houve muita gente, incluindo trabalhadores da Empresa, que comprou julgado que estava a adquirir um valor seguro (à semelhança das anteriores obrigações da mesma empresa) e agora possuem cerca de um terço do valor investido. Os que venderam, já perderam, assim, as suas parcas economias.
Estes factos levantam-me outra questão e outras dúvidas:
Tenho afirmado, por aqui, algumas vezes, que os nossos problemas não se resolvem com retóricas, nem com discursos, sequer com boas intenções ou com promessas eleitorais. É comum eu dizer que a “conversa” não interessa nada, para resolver os problemas; que são necessárias ACÇÕES, tomar as medidas adequadas…
Agora imaginem a confusão que vai na minha cabeça ao perceber que, afinal,” a conversa” (como esta que refiro, de D. Cavaco, ou a outra “conversa da tanga” do Cherne (Durão), que nos mergulhou na recessão e provocou um aumento, brutal, do desemprego) até tem influência… sempre negativa, desastrosa…
Mas porque será que, neste País, as conversas (especulações) só conseguem ter consequências reais negativas…
Será porque estamos no domínio do especulativo, como no caso do “crash” (premeditado e conveniente) da bolsa, que prejudicou tanta gente e beneficiou alguns outros; ou será porque a realidade, desastrosa, só permite a concretização das desgraças?
É que, depois dos dicursos bonitos, dos apelos e das “preocupações”, não se vê aumentar, em proporção, a alegria e confiança e auto-estima das pessoas…
De facto, enquanto os nossos políticos e responsáveis teimarem em manter a actual estrutura económica (de impostos, etc.) absurda, recusando dar ouvidos ao bom-senso, só as “conversas” da desgraça têm reflexos na realidade. Os discursos “bonitos”, as promessas enganosas e falsas, não produzem efeito porque não podem produzir; a actuação das instituições e do Estado não deixam, os políticos não permitem…
E os candidatos? O que têm a dizer a isto? Mais conversa fiada, ou têm ideias claras quanto às medidas necessárias e seus efeitos?
Dos respectivos discursos, ou discussões ou debates, nada transparece, a não ser a habitual desorientação, que tanto nos tem prejudicado.
Eu sei avaliar a conversa, deles, porque tenho ideias, claras, sobre tudo isso!
Desculpem ter abusado da vossa paciência com este meu desabafo…
Publicado também em "Sociocracia"
Publicado também em "O Eleito"

Mais uma medida governamental que merece
o meu aplauso

No fartar da vilanagem que acontece neste País estão
incluídas as seguradoras muito em particular na resolução dos
problemas resultantes dos sinistros automóveis. O governo e
muito bem quer tentar acabar com este tipo de procedimentos
das seguradoras que fazem tudo para se eximir da
responsabilidade de ressarcirem os lesados. E pessoalmente
até tenho uma situação muito concreta para relatar. Já lá vão
para aí uns doze anos que isto me aconteceu. No local onde
resido a rua é ladeada por dois parques de estacionamento.
Num domingo tinha acabado de sair com o meu automóvel
do parque quando sou batido por um outro automóvel que
estava a tentar sair do parque do outro lado da rua. De tal
maneira que o referido automóvel praticamente ainda se
encontrava todo dentro do parque de estacionamento quando
bateu no guarda-lamas traseiro do meu que já se encontrava
todo na respectiva faixa de rodagem. Sai do carro instando o
condutor do automóvel que me havia batido se tinha a noção
de quem era a culpa. Admitiu de imediato ter sido sua e por
isso voltamos a arrumar os automóveis nos parques
deslocando-nos para a minha residência onde aí preenchemos
a declaração amigável, constando da mesma a sua
culpabilidade na colisão.
Mandei de imediato o meu exemplar da participação amigável
para a Tranquilidade Seguros onde tinha seguro o automóvel
com intenção de accionar a chamada indemnização directa ao
condutor. Os dias foram passando os telefonemas acontecendo
e a resposta era sempre a mesma ainda não foi decidido em
termos de peritagem a culpabilidade do acidente. Comecei a
ficar irritado na medida em que, dadas as circunstâncias em
que o mesmo se tinha verificado e a consciência do condutor
causador do mesmo daí referir na dita participação a sua culpa,
tinha o acidente que ser submetido a peritagem. Até que já
fora de mim voltei a instar a seguradora que me acabou por
informar ter o perito concluído que, tinha havido no acidente
50% de culpa para os dois intervenientes e assim sendo como
eu só tinha seguro contra terceiros teria de suportar o encargo
com a reparação do meu automóvel. Não me valeu nada
argumentar porquanto a resposta tinha sido esta, tendo há
doze esta resolução arbitrária dum imbecil em peritagem em
sinistros, representado para mim, um prejuízo de 87.500$00,
valor quanto importou a reparação do meu automóvel. Claro
que isto me serviu de emenda e seja em que circunstâncias for
que volte a acontecer um acidente em que seja envolvido
mesmo que a parte culpada o aceite assumir, não dispensarei
a presença duma brigada de transito para registar a ocorrência,
a fim de evitar estas brilhantes conclusões dos peritos das
seguradoras. Concordo inteiramente que o governo obrigue as
mesmas a acelerar o pagamento das indemnizações bem como
a resolução dos acidentes e ainda com a obrigatoriedade das
seguradores fornecerem um automóvel de substituição porque
estas ainda se permitem fazê-lo apenas e só em certas
circunstâncias que eles próprios determinam.

Publicado por congeminações

Sábado, Dezembro 10, 2005

Pelos vistos os analistas políticos defendem que Cavaco
Silva em relação aos seus 10 anos de governação deve
proceder como a avestruz


Sim porque na sua opinião a culpa foi dos governos que se lhe
sucederam. Ele deixou obra feita. Foi nos seus dois mandatos
que mais quilómetros foram construídos de auto-estradas e
ainda se permitiu a abertura de universidades à iniciativa
privada, tal como foi o promotor da abertura dos canais de
televisão a operadores privados. Entende-se pois que, estes
foram os principais vectores do desenvolvimento do País.
Em relação às auto-estradas, pouco temos a criticar a não ser
as derrapagens nos seus custos, pois temos a nível europeu, o
mais caro do preço de construção por quilometro, além de
podermos ainda contestar as opções em termos de traçados
embora entenda que essa responsabilidade não deve ser
imputada a Cavaco Silva. Mas em relação às universidades
privadas e à maioria dos cursos que estas ministram isso sim
podemos responsabilizar Cavaco Silva por ter permitido a
oficialização de cursos que não são mais que autenticas fraudes
para enganar aqueles que os obtêm, uma vez que a única
garantia que lhes é proporcionada é a do desemprego dado o
mercado não lhes poder assegurar qualquer emprego.
É certo que os governos que se lhe sucederam são
co-responsáveis pois já tiverem oportunidade de acabar com
esses cursos que não têm saída para os jovens que os obtêm.
Quanto às televisões privadas, também temos de responsabilizar
Cavaco Silva não tanto pela oportunidade consentida mas sim
por ter permitido aos operadores licenciados, optarem por um
tipo de programação que apenas tem contribuído para uma
maior estupidificação do povo português. Por isso achar duma
tremenda irresponsabilidade da parte dos analistas políticos
tentar descolar Cavaco Silva dos seus 10 anos de gestão
governativa.

editado por congeminações

Sexta-feira, Dezembro 09, 2005

Empresas públicas, institutos e outros tachos

O que é o Estado? Porque tem que haver Estado? As pessoas de um país trabalhariam e tratariam de sobreviver, mesmo sem haver Estado. Porém, as pessoas sentiriam certas necessidades que ninguém, excepto talvez uma minoria, estaria disposto a satisfazer. Daí que as pessoas aceitem prescindir de uma parte dos seus proventos (os chamados impostos) para financiar uma organização laica que cuide da satisfação das aludidas necessidades. Que necessidades são essas? Convido os leitores a enumerá-las para si e/ou a expressá-las aqui nos comentários, só para se ver que o Estado anda a trocar as prioridades.
Eu poria em primeiro lugar a Defesa, a Protecção Civil e a Justiça, pois seriam as primeiras necessidades que um povo sem Estado sentiria. Depois, viria a Segurança Social, a Saúde e o Ensino. Em terceiro lugar viriam as grandes obras de interesse geral. E, para que o Estado possa funcionar, tem que ter dinheiro, isto é, um serviço de cobrança e distribuição dos impostos.
Tudo o mais é tacho. Tudo o mais é tão estúpido como... (cala-te boca!).
Nota de última hora (absurda):
Quando é que os governantes vão compreender que não devem virar o bico ao prego ou pôr a carroça à frente dos bois? Parece que pensam que o Estado não resulta de necessidades das pessoas de uma sociedade (país) e que, quando elas constatarem que andam a desbaratar o seu dinheiro, os põem de lá para fora.


LANÇAMENTO DE LIVRO...



Leitores e Amigos,

Esta sexta-feira (09/12/2005) o poeta Paulo C. Silva, irá fazer o lançamento do seu 1.º Livro Relatos de uma vida, a realizar no Auditório do Diário do Sul (Évora) pelas 18h00.

Neste livro, o autor descreve-nos os encontros e desencontros de uma vida atribulada… Um livro de prosa e poesia…

Vamos lá estar... Não faltem!

Quinta-feira, Dezembro 08, 2005

Rituais De Iniciação???

Rituais De Iniciação???
Este post volta a colocar a questão da existência de líderes e da muralha de censura erguida (pelos OCS e pelos próprios políticos) à volta das ideias DISCORDANTES, diferentes.
É facto, generalizadamente reconhecido, que os políticos e deputados não representam nada nem ninguém, a não ser a si próprios e respectivos grupos de interesses.
É facto, generalizadamente reconhecido, que os cidadãos detestam os políticos, com um monte infindável de razões para os detestarem.
Portanto, concluiria qualquer pessoa minimamente bem-intencionada e honesta, é necessário que mude a forma de estar na política, mude a forma de governar, (sejam alterados os respectivos pressupostos) em função do sentir dos cidadãos, das opiniões da maioria das pessoas e para que os nossos problemas colectivos possam ser resolvidos.

Estamos em plena campanha eleitoral, para eleger mais um palhaço!
Em campanha eleitoral, o que se espera dos candidatos é que, no mínimo, finjam estar preocupados com os problemas reais e com a sua resolução… Em vez disso o que é que vemos?

Vemos Manuel Alegre (reconhecida a sua incapacidade para mobilizar os abstencionistas, a verdadeira maioria), dizer e repetir, como um disco rachado, que as medidas, pérfidas e criminosas, destrutivas, que o governo tem tomado devem continuar, mas que têm de ser EXPLICADAS, aos cidadãos.
Que tristeza, sr. Alegre!
Meta as explicações num sítio que você sabe, porque CRIMES não são passíveis de explicação, apenas de punição.
Que tal propor a valoração da abstenção e deixar ser o povo a decidir? Explicações precisa você mas é do significado da palavra DEMOCRACIA. Vá para o raio que o parta!

Por seu lado, Louçã (outro que nunca me enganou) entretém-se a EXPLICAR as atitudes perversas de Sampaio de “colaborar” com o governo de Durão, no apoio à guerra do Iraque, ignorando o sentir e a opinião manifesta da maioria da população Portuguesa e Mundial.
Diz ele que é como determina a constituição…
Mas eu pensava que o Presidente, tal como o parlamento, eram garantes da DEMOCRACIA, sendo mesmo função, explícita, do Presidente, “garantir o regular e adequado funcionamento das instituições”…
Será que se deve considerar que “as instituições” funcionam, quando a generalidade da população está contra? Afinal isto é uma democracia, ou é o quê?
Nestas história, quem é que está a precisar de EXPLICAÇÕES?

Entretanto Soares entretém-se com a sua demagogia falsa e despudorada, a sua argumentação falaciosa (o significado e interpretação das leis e regras é diferente a até antagónico conforme os seus próprios interesses…). Já não surpreende. Soares sempre foi assim. Por isso o país e a democracia estão no descalabro em que vivemos…

Ou seja, com estes (com qualquer destes) as grandes mudanças políticas e sociais, que podem permitir resolver os nossos prementes problemas resumem-se a: “mais do mesmo” e a “EXPLICAÇÕES”, tal e qual como defende qualquer demagogo, mafioso, bem instalado nos circuitos do compadrio e do tráfico de influências que enxameiam a “nossa” classe política, exaurindo os recursos do País para apropriação e proveito próprio.
É típico! Afinal eles são apenas POLÍTICOS, farinha do mesmo saco.

No caso destes dois (Alegre e Louçã) estas atitudes assemelham-se a “rituais de iniciação”, para serem aceites e tolerados pela escumalha que controla e decide os resultados eleitorais (detêm as “máquinas de manipulação” e controlam os manipuladores), provada que está a sua inaptidão (e ausência de vocação) para verdadeiros líderes, para mobilizarem a MAIORIA; ISTO É: OS ABSTENCIONISTAS.
Candidatos apartidários… Sei…

Qualquer candidato que consiga mobilizar a maioria dos abstencionistas, não precisa dos partidos para nada, ganha as eleições com a maior das facilidades e reúne condições para “promover” as medidas necessárias para resolução dos nossos problemas.
Estamos a falar de LÍDERES, de verdadeiros líderes (que existem), de gente que mereça, realmente, os vencimentos que os políticos auferem

Esta eleição será mais uma oportunidade perdida de resolver os magnos problemas do País…
Publicado também em "Sociocracia"
Publicado também em "O Eleito"

Quarta-feira, Dezembro 07, 2005

Negociatas ou leis concebidas para as proteger?

Negociatas ou leis concebidas para as proteger?

Este post vem a propósito desta notícia. Tentemos perceber o que se passou:

A Câmara pretendia apropriar-se dos terrenos do Parque Mayer (para lá fazer um casino que ficasse mais perto da casa do então presidente e projectado por um dos arquitectos mais caros do mundo, um tal Frank Carlucci), pertencentes à empresa X.

A Câmara, em vez de adquirir esses terrenos à empresa X, fez com ela uma troca, recebendo a empresa X alguns terrenos em Entrecampos. Depois, a Câmara resolve leiloar mais terrenos em Entrecampos, que acabam por ser arrematados pela mesma empresa X. Esta foi a que apresentou a proposta de menor valor.

Compreende-se? Pelo que depreendi, isto aconteceu porque a dita empresa fez valer o seu direito de preferência. Mas que direito tão torcido é este? A empresa X não devia ser obrigada a pagar o valor da proposta mais alta, afim de poder exercer esse direito que invocou? Ou as leis estão mal feitas? Esclareçam-me, por favor, se não vou pedir ao meu senhorio para leiloar a casa vaga que ele possui ao lado desta onde moro, e ofereço-lhe um euro porque tenho o direito de preferência.

Queremos Um Presidente Digno!

Queremos Um Presidente Digno!
Quanto ao "debate", (entre Cavaco e Alegre) nada de novo. O que me interessa são as aptidões para resolver os problemas do País. Mas, no essencial... tudo como dantes.

De "o Jumento", recuperei este texto:
"Cavaco não gostou das críticas que lhe dirigiu Miguel Cadilhe e mostrou duas das suas faces melhor disfarçadas: a incapacidade de aceitar críticas e o recurso à sacanice política. Cavaco Silva sabe muito bem que Miguel Cadilhe foi o melhor ministro que ele teve. Pode-se mesmo dizer que foi o único ministro de quem ele teve ciúmes. Assim como sabe, que a saída de Miguel Cadilhe do governo resultou de uma sacanice jornalística. Responder agora às crítica de Miguel Cadilhe recordando que foi ele que o afastou do governo, é não ter o mínimo de reconhecimento pelo trabalho do que os ajudaram a ser alguém na vida. E, pior do que isso, não hesitar em recorrer à sacanice como argumento político. Porque estará Cavaco tão nervoso se as sondagens quase o dispensam de eleições?"

Todavia, neste post de "AmnestesiaCanibal", pode-se ver como Cavaco, num golpe de antecipação, manipulou e condicionou tudo e todos para evitar se ver denunciados... por fuga ao fisco!

Em Novembro de 2004, foi publicado, neste blog, este post, de cujo transcrevo:
"Esta gente não “intervala”!
Há dias era Mário Soares a falar, da nossa realidade, como se não tivesse qualquer responsabilidade no facto de termos chegado a este descalabro.
Agora é o Cavaco!
Pelo rumo que as coisas levam, quer-me parecer que outros se lhe seguirão, numa espécie de desfile de múmias, que nada trazem, de novo, para a resolução dos nossos problemas.
O que mais me impressionou no que ouvi desta última “aparição”, foi a “solução” preconizada, que todos os meios de comunicação social se apressaram a reproduzir.
Mas comecemos, como convém, pelos “entretanto´s”.
Quando Cavaco estava no poder, eu disse, para quem quis ouvir, (ou seja, no círculo restrito das pessoas com quem contactava) que a forma como ele governava o País, nos iria conduzir, inevitavelmente, à situação que temos agora.
Não fui só eu que disse isso, porque me lembro de alguns, raros, comentários com o mesmo conteúdo. Estava-se no período “áureo” do afluxo de verbas do “Fundo de Coesão”, verbas que foram malbaratadas, inclusive em coisas inúteis, mas que não foram aplicadas para promover, de facto, o progresso.
Foram feitas estradas e vias de comunicação, que sustentaram o “crescimento” (artificial) da economia; foram promovidos eventos pontuais; mas quanto a organização da economia e dos recursos do País, promoção de desenvolvimento, que nos permitisse dar passos seguros na via do progresso, zero! Como agora se pode constatar.
Será que esta gente não percebe que vias de comunicação são infra-estruturas, indispensáveis para o desenvolvimento, mas não são desenvolvimento? Isto nem é uma “descoberta”, uma ideia bizarra, acabada de “inventar”.
Ainda há umas semanas, um outro “blog” abordava a questão, exemplificando com o “queijo Limiano”, duma forma que me pareceu “esclarecida”. É que, analogamente, a melhoria das estradas que levam à fronteira, tanto favorece a saída de produtos, como a entrada de produtos. Se entram ou saem mais, é uma questão que tem que ver com o desenvolvimento específico. E o deles é maior que o nosso, não por culpa deles, mas por culpa da incompetência dos nossos políticos.
O mais interessante, a razão porque lhe chamo cinismo, é a conclusão que nos pretende impor: Os políticos competentes devem expulsar os incompetentes (como se não fosse tudo a mesma máfia); Tem de se aumentar os vencimentos dos políticos, para atrair os competentes. Esta última parte, cheirou-me a: “déjà vu”, com as desastrosas consequências que conhecemos.

Quero “BERRAR”, daqui, bem alto, mais uma vez, que os políticos ganham demais, que o país tem dois milhões de pessoas a viver abaixo do limiar de pobreza; que não são uns iluminados, apelidados de “competentes”, que podem resolver os nossos problemas; que isso exige o envolvimento e mobilização da maioria da população; que esses aumentos não só não resolvem os nossos problemas, como são mais um entrave à sua resolução, porque impedem o envolvimento e a mobilização da maioria da população. Além disso, quem terá sido que disse, a este espécime, que “disponibilizar mais alimento, afasta as vespas”?
Mas o que se podia esperar de Cavaco? Vejamos como se concretiza o seu critério de “políticos competentes”.
Quando ouvi esta “conversa” (do Cavaco), não pude deixar de me lembrar deste padeço de texto que escrevi, nos meus, já conhecidos, “apontamentos para memória futura”, no dia 1993-03-30, a propósito duma entrevista de João Salgueiro. É só para ilustrar os critérios de “competência” de Cavaco, e o que penso (sempre pensei) deles.

Transcrição:
“Achei elucidativo que atribua a maioria das asneiras do governo a "azares"; e, quando o repórter lhe pergunta se não serão erros de política responde, tão-somente, que não é possível prever, porque umas vezes fazem-se as coisas e saem bem; e outras vezes saem mal.
Ou seja: esta gente faz as coisas, não a partir de objectivos e do conhecimento concreto das situações; seguindo a melhor via de resolução dos problemas, mas jogando com as decisões, como se se tratasse de jogo de fortuna e azar. Que grande azar o nosso, eles serem tão incompetentes! E é isto uma figura grada do partido do governo!”
Pois, nessa altura, o Primeiro Ministro era, exactamente, Cavaco. É que eu quero desmentir a “bojarda”, tão utilizada por essa gente, de que “o povo tem memória curta”.
Mas há mais!
Ele não define, nem os outros que lhe secundaram as palavras, quem são, ou como se reconhecem, os políticos competentes (serão os que ganham muito? Mentira!).
A esse propósito, lembro-me de, na mesma altura, quando comentava, com um colega meu, o facto de conhecer pessoas, com grande fama de muito competentes, mas que, afinal, se revelavam uns autênticos “calhaus com olhos”, ele me ter dito: “essa é a forma como a maçonaria promove, e coloca em lugares relevantes, os seus membros. Eu sei porque já me convidaram e conheço pessoas envolvidas!”
Será que estamos, apenas, a assistir a uma campanha prévia, de “condicionamento da opinião pública”, para manter, a todo o custo, o poder da maçonaria, apesar do descalabro que tem resultado desse facto?
Pois eu reafirmo que não é possível dar passos seguros no desenvolvimento, sem que se criem mecanismo de responsabilização dos políticos e demais organizações! Que esse controle tem de ser exercido, directamente, pela população, uma vez que as instituições estão minadas de gente que não presta e não cumprem esta sua obrigação! E que, uma forma de implementar esses mecanismos é valorar a abstenção e fazê-la reflectir, em lugares vazios, no parlamento e na duração dos mandatos!
E agora!?
Não acham que eu tenho o direito de exigir, para esta minha opinião, o mesmo destaque que foi dado às cretinices do Cavaco? Tanto mais que, a partir daqui, até pode ser que encontremos o caminho para a resolução dos nossos problemas.
....
É este tipo de gente que temos como candidatos à Presidência da República. Alguém acredita que o País vai melhorar com esta eleição?
Vai ser mais uma "oportunidade perdida", para sairmos da fossa...
Publicado também em "O Eleito"
Publicado também em "Sociocracia"

Terça-feira, Dezembro 06, 2005

OS PAPA MISSAS.

OS PAPA MISSAS

Diz o povo e com razão, “Se queres ser bom, morre ou ausenta”.
Este fim-de-semana foi de romaria a Sá Carneiro, já há muitos anos a mais importante festa “das direitas”.
E lá foram desfiando os habituais encómios: “pai da democracia”, “grande estadista”, “político de eleição”, enfim, aquelas coisas que se dizem de quem já não nos pode fazer sombra.
Obviamente que o homem não foi nada disso, se outras razões não houvessem, porque não teve tempo.
Mas foi bonito de constatar, que só alguém definitivamente “mortinho da silva”, podia juntar na mesma mesa, ou na mesma missa, Mendes e Menezes, Durão e Marcelo, Lopes e Cavaco, um autentico “Saco de Gatos”.

Segunda-feira, Dezembro 05, 2005

A MESMA RECEITA?

A MESMA RECEITA?
Esta gente está plenamente convencida que as pessoas são estúpidas. Serão os seus acólitos…

João Paulo II,o papa supersticioso, que acreditava em milagres e na bondade do Opus Dei, está a caminho da beatificação com um feito ocorrido em França.

Segundo a Agência Ecclesia, uma Irmã religiosa, quem diria, vítima de cancro, obteve a cura sem explicação científica.

Este milagre vem a calhar para a carreira de santidade do papa polaco, pela qual zelam os meios mais conservadores da igreja. O milagre foi adjudicado ao cadáver do Papa. E veio mesmo a calhar…

Tem graça. Já o fascista Escrivã de Ballaguer, começou a corrida para a santidade com um milagre da mesma especialidade numa freira, também, cuja madre superiora até desconhecia que estava doente.

Domingo, Dezembro 04, 2005

September, 11

September, 11
Por especial deferência de Sofocleto, que me enviou, em mail, aqui fica uma análise detalhada dos acontecimentos de 11 de Setembro de 2001, em Nova Iorque. Divulguem!

Vejam, com atenção, este vídeo.
Convém dispor de algum tempo. Demora cerca de hora e meia.

Se preferirem a versão em inglês, sem legendas em francês, é so carregar no link, que aparece abaixo das imagens

Nota: No final do vídeo pede-se para assinar a petição, neste site. Mas parece-me que é apenas para cidadãos americanos...

Inovação tecnológica

Inovação tecnológica

As áreas de intervenção para a promoção da inovação tecnológica em que o Estado se devia empenhar mais são as produtivas. Ou seja, as do sector primário/secundário, onde se cria, efectivamente, a riqueza. A inovação tecnológica no terciário tem maior impacto junto dos utentes de serviços, mas acaba por ser prejudicial (ex: caixas multibanco que facilitam a vida aos utentes mas criam desemprego e dependência do exterior). O objectivo principal do Estado/Governo ao apoiar/estimular a inovação tecnológica devia ser o da reduçao do défice da nossa balança comercial. Por isso, a inovação tecnológica deve ser apoiada/estimulada, prioritariamente, nos sectores primário e secundário: novos processos e projectos que visem a melhoria da qualidade dos produtos (essencial para competir) e a substituição de produtos importados, nomeadamente dos combustíveis fósseis.
...

Assim começa uma série de quatro artigos que publiquei no meu blog, sobre a inovação tecnológica. Se houver interesse em ler mais, está tudo num arquivo pdf, aqui.

Sábado, Dezembro 03, 2005

Quando será que deixaremos de ouvir a expressão,
aprendemos com os nossos próprios erros

Esta expressão vulgarizou-se e frequentemente a ouvimos
proferi-l por pessoas que nos são próximas, pelos políticos e
governantes.
Há umas décadas atrás raramente se ouvia esta expressão porque
as nossas referências eram os nossos avós e sobretudo os pais que,
embora poucos naquela altura fossem detentores de um elevado
grau académico, conseguiam através da grande faculdade que é a
vida transmitirem-nos os ensinamentos necessários para evitar
que cometêssemos erros com a frequência com que ocorrem nos
dias de hoje porque os jovens duma maneira geral entendem nada
ter a aprender com os conhecimentos adquiridos pelos seus país ao
longo da vida. Esquecem-se mesmo de que eles não tiveram um
início de vida adulta fácil e foi através do vencer das dificuldades
com que se depararam, adquiriram os conhecimentos necessários
para depois de as ultrapassar garantir um futuro à sua família sem
recorrer a expedientes ilícitos nem a oportunismos de ocasião,
conseguindo granjear simpatia da sociedade em que estavam
inseridos por serem vistos como pessoas honestas e integras sem
alguma vez macularem essa postura.
Não pretendo insinuar com isto que, hoje não existam nas classes
jovens, pessoas integras e honestas que servem de orgulho aos seus
familiares e amigos.
Pretendo sim afirmar que, hoje em dia, os jovens, quer os
possuidores de formação académica superior, quer mesmo aqueles
que dificilmente conseguem obter o 9º. ano, entendem porque se
julgam sabedores de tudo que não devem seguir os conselhos dos
mais velhos e muito menos servirem-se dos seus bons exemplos
para procederem na vida.
E claro, como consequência de actuações irreflectidas e porque se
julgam já com a suficiente experiência da vida para dispensarem e
nem sequer tolerarem ouvir a opinião daqueles cuja experiência lhes
poderia ser transmitida no bom sentido evitando o cometimento de
erros, pois eles acabam por acontecer e depois vêm sempre com a
mesma desculpa que estão a adquirir aprendizagem a partir dos
seus próprios erros quando afinal estes poderiam ser evitados e não
são, apenas e só pela sua estupidez.

Editado por congeminações

Sexta-feira, Dezembro 02, 2005

MEMÓRIA 01-12-04 (RESTAURAÇÃO?)

MEMÓRIA 01-12-04
RESTAURAÇÃO?
Faz hoje 364 anos, que teve início a Revolução que viria a terminar com 60 anos de domínio Castelhano sobre Portugal.
Seria de festejar, se não fosse nesse mesmo longínquo dia, que se abateu sobre o país a mais terrível praga que pode assolar um povo: Os Bragança.
Esta miserável família, era tudo o que o país menos precisava depois de 6 décadas de jugo estrangeiro. E é basicamente graças a ela, que nós somos ainda hoje o que somos.
A dinastia começou mal.
O primeiro D. João IV, colaboracionista com os ocupantes, não moveu um palha durante a sublevação, e só a pontapé no traseiro, a mulher o obrigou a aceitar o trono. Um Poltrão.
O segundo D. Afonso VI, era idiota, coitado. Acabou por perder o Trono e a Mulher, para o irmão.
D. João V, reinou nos tempos do Ouro do Brasil. Esturrou tudo em faustos e obras de que o país nada aproveitou. Um Megalómano.
D. José, ocupou o trono, no tempo em que Reinou o Marquês de Pombal. Um Banana.
D. Maria I, acabou louca.
D. João VI, (ainda regente da louca) quando sentiu o cheiro dos franceses, meteu o rabo entra as pernas e fugiu para o Brasil. O país ficou a saque, tanto dos franceses, como dos aliados ingleses.
D. Pedro IV, (I do Brasil), á luz dos conceitos da época, devia ter sido enforcado por Alta Traição, logo que pôs os pés em Portugal. Não foi, e ele e o irmão, arrastaram-nos para uma terrível Guerra Civil.
Dos outros que se seguiram até 1910, pouco há a dizer…
D. Carlos, era um homem muito culto, mas muito mulherengo e caloteiro. (não pagava a quem o servia). Baixou a cabeça no Ultimato Inglês.
Se em 1640, uma estrangeira não tivesse dito: Antes rainha uma hora, que duquesa toda a vida; não teríamos a dinastia de Bragança, e hoje seríamos um país muito melhor.
Raios Partam os Bragança

Quinta-feira, Dezembro 01, 2005

A evidência

A evidência...
( baseado no artigo)

O exército americano tem cerca de 150.000 militares na zona de guerra o que é “monstruoso” e retrata a dimensão do conflito em que o governo Bush se meteu... analistas americanos consideram que a zona está a “vietnamizar-se” o que traduz uma evidência pela persistência dos acontecimentos. Imparável pela via militar este conflito, como quase todos os que se pretendem resolver pela força. A história é um manancial de cultura neste sentido e demonstra que quando não funciona a inteligência a carnificina impera. Quando o Air Force One persite na força e o seu séquito alimenta a fogueira, tentando convencer os desmiolados de que conseguirão “democratizar” aquela “sociedade” que possui uma cultura política, religiosa e costumes próprios, está a malhar em ferro frio. Agora começa a debater-se com um problema violento: alimentar a máquina de guerra, não com as armas que são muitas e sofisticadas, mas com o convencimento das mentes. Finalmente, a população americana começa a tomar dimensão do perigo e das perdas. O Chief vê-se na necessidade premente de recorrer às “reservas”, isto é, àqueles que já malharam no duro e que já amargaram as dores... e, para isso, avança com “oferta” de capitais “subornando” as vontades. Falhará porque não é por esta via que chegará a bom termo.Para quem não sabe, o exército português chegou a deter mais de 100.000 militares em permanência nas ex-colónias com milhares de baixas e de traumas consequentes ao longo de vários anos. Não foi através do tiro que terminou...

por hammer

LAICISMO

LAICISMO
O CDS/PP pediu ao Governo informações sobre o processo de retirada de crucifixos das escolas, alertando que «qualquer hostilidade dirigida contra símbolos religiosos não pode deixar de ser entendida como vulgar expressão de intolerância»

Nota
Confesso que os “crucifixos” não me incomodam sobremaneira.
Vêm me á memória os meus tempos de escola, em que o “crucificado” estava ladeado sempre pelos dois “ladrões”, Tomáz e Salazar.
Como os esbirros já se foram, e já lá vão os tempos de conluio da igreja com a ditadura, já não há nenhum perigo.
Os miúdos, estão-se “borrifando” para um bonequinho no qual nem reparam e que não lhes diz absolutamente nada.
Só o que me incomoda, é que a proliferação de símbolos de seitas, sejam elas quais forem, demonstram o atraso da sociedade.